SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO E VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA

Ana Paula Ferraz de Oliveira, João Guilherme Alves da Silva, Ana Paola Porciuncula Beltrão González Montes

Resumo


O coração não possui um ritmo totalmente estável como um relógio, portanto é normal e esperado com que ocorram alterações da frequência cardíaca, principalmente devido à influenciada do sistema nervoso autônomo (SNA). Essas alterações são definidas como variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e indicam a habilidade do coração em responder aos diversos estímulos fisiológicos e ambientais, como estresse, exercício físico, respiração, alterações hemodinâmicas e metabólicas. De forma geral, a VFC descreve as oscilações dos intervalos R-R (iRR) de batimentos cardíacos consecutivos, que estão relacionadas às influências no SNA sobre o nodo sinusal . O aumento da VFC sugere uma boa adaptação fisiológica pressupondo uma condição de estabilidade do sistema cardiovascular, enquanto uma VFC reduzida é um preditor de eventos adversos. Tem sido observado que durante processos patológicos, como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, insuficiência coronariana, aterosclerose, insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica a VFC pode cursar com baixos índices, oriundos de uma hiperatividade simpática ou em decorrência de uma retirada vagal. Assim a VFC torna-se uma ferramenta não invasiva de avaliação do SNA e se destaca na literatura como uma importante aliada na identificação de potenciais fenômenos adversos diretamente relacionados a aumento da morbidade e mortalidade.


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